Crítica | Filme: O Mínimo para Viver

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O Mínimo Para Viver (To The Bone, em inglês, 2017) é um drama lançado pela Netflix. A produção é uma delicada polêmica, discutindo um tema que pode afetar qualquer pessoa. O filme retrata a luta de uma jovem mulher contra a anorexia.

Dirigido por Marti Noxon, este drama traz a realidade assustadora de quem sofre distúrbios alimentares e suas condições. Lily Collins dá vida à sua personagem Ellen, que tem uma personalidade complexa e que precisa urgentemente de ajuda médica, mas que se recusa a aceitar os procedimentos dos tratamentos de seus terapeutas. Mas tudo muda quando Ellen conhece o Dr. Beckham (Keanu Reeves), que propõe um tratamento diferente, mais intrigante do que ela está acostumada. Em mais uma tentativa, Ellen aceita e vai viver em uma casa com várias pessoas que sofrem de diversos tipos de distúrbios alimentares. Lá, Ellen começa ver a realidade de que todo mundo está lutando contra sua doença, e essa é a maneira para que ela abra os olhos e a faça optar por uma vida mais saudável.


Ellen usa um humor-negro para lidar com a sua condição. No entanto, o filme reflete bem no tratamento que é suposto nessa casa, onde existem regras do tipo: não ter portas na casa, não poder usar eletrônicos e, também, existe uma dinâmica onde pontos são ganhos quando algumas tarefas são cumpridas. Com esses pontos, as pessoas que se tratam na casa podem desprovir de passeios ou apenas passar um tempo fora da casa.


Ellen, no entanto, luta para compreender melhor a sua condição. Acontecimentos do passado fazem com que ela fique confrontando a si própria em uma torturante indecisão sobre se ela quer ou não melhorar. Os outros residentes do local e a suas variadas condições, também expõem as suas dificuldades e fazem com que Ellen reflita melhor sobre a sua saúde, principalmente o personagem Luke.


O Mínimo Para Viver é um filme tragicômico. Pois a temática do filme poder vir à ser extremamente triste, onde os testemunhos de seus personagens nos fazem refletir e nos levam às lágrimas em alguns momentos. Mas mesmo assim, trata-se de um filme de imenso aprendizado humano, trazendo cada uma de suas histórias como realidade, sem fantasiar que ter distúrbios alimentares é poético. Longe disso. É um filme que precisa ser assistido pelas pessoas que não sofrem disso, mas que podem vir à perceber alguém que precise de suporte e que possa ajudar essa pessoa superar a sua luta, ou seja para àqueles que precisam se identificar com a sua própria dor e saber que é possível sair dessa. Todos nós só precisamos de coragem.


Da mesma maneira que A Culpa das Estrelas nos mostra que é possível superar o câncer e ser feliz a cima dele, da mesma maneira que 13 Reasons Why nos abre os olhos sobre o bullying e o suicídio, O Mínimo para Viver também tem a mesma proposta, porém de nos mostrar que os transtornos alimentares são doenças com complexos psicológicos e causas biológicas que são reais, mas são tratáveis. Talvez você não concorde que esses temas de extrema importância sejam retratados, muitas vezes, de forma cômica ou romântica, mas ao mesmo tempo, nos proporcionam enxergar como é a vida das pessoas que passam por essas dificuldades e, ao invés de olharmos pelo lado negativo, possamos fazer uma corrente do bem para auxiliarmos quem vive nessas condições ou, até mesmo, que sirva de alicerce para mostrar que existe uma saída, você só precisa procurar ajuda e acreditar em você mesmo.

Assista o trailer:


O que achou? Já assistiu? Me conte a sua opinião nos comentários! :D

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8 comentários

  1. Oi Débora! Eu vi o trailer e estou louca para conferir o filme, adoro os atores do elenco.

    estante450.blogspot.com.br

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    1. Sim! Eu também adorei o elenco!
      Beijos!

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  2. Adorei o elenco assim como vocês <3 Confesso que assisti com um pé atrás (depois dos gatilhos que tive com 13RW fiquei assim a Netflix), em alguns momentos realmente vieram as lágrimas com os testemunhos e as histórias dos outros personagens mas também vieram risadas e uma forte vontade de mudar o meu mundo assim como eles, mesmo com tantos problemas, estavam fazendo. Beijo!

    Ray e os Dezoito

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    1. "Uma forte vontade de mudar o meu mundo assim como eles, mesmo com tantos problemas, estavam fazendo."

      Que legal essa reflexão, Ray! Por mais que, às vezes pareça difícil, jamais devemos desistir de lutar.

      Beijo! ❤

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  3. Filme que entrou para a lista dos meus favoritinhos, com certeza vou rever umas mil vezes!
    Indiquei ele e mais 4 lá no blog: https://livroemflores.blogspot.com.br/2017/07/5-filmes-originais-da-netflix-para.html
    Beijinhos ♥

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  4. Nossa, eu já estava curiosa pra ver, mas depois da sua resenha fiquei ainda mais! É um tema realmente importante, gostei de saber que eles lidaram com ele dessa forma tragicômica. Porque se ficasse muito pesado talvez não atingisse tantas pessoas. Eu realmente espero que atinja muitas pessoas, aliás. Tenho uma tia (a mãe do primo que tem depressão e leu seu texto) que, suspeito eu, tem anorexia. Ela tem repulsa de comida, sabe? Mas eu não sei como ajudar x.x Enfim. Vou procurar assistir esse filme ♥
    Beijos!

    claramenteinsana.com

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    1. Duane, exatamente isso: "Porque se ficasse muito pesado talvez não atingisse tantas pessoas. Eu realmente espero que atinja muitas pessoas, aliás."

      Sabe, às vezes temos que olhar positivamente para a reflexão que o filme está nos passando. Pois é muito fácil assistir e logo sair "julgando" como se fosse um ~incentivo~ para fazer bobagem. Pelo contrário, temos que tirar o máximo de proveito positivo para podermos ajudarmos - nós mesmos - e à quem precisa.

      Espero que goste e que consiga ajudar a tua tia. ❤

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